terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Fascínios intermináveis de um azul cristalino *

Fui convidada pela minha professora de Português do 12º Ano, para participar num concurso de poesia de Alberto Feijó, que abrange apenas os residentes do Vale do Sousa. Os resultados do concurso já saíram, fui contemplada com o 3º lugar. Por isso mesmo, decidi partilhar convosco aquilo que, num momento de inspiração, consegui passar para o papel. O tema do concurso era o “Mar” associado ao patriotismo.
 
Encontro-me sentada na areia, escutando a voz do mar
Envolvida por este cenário tão tranquilizante, celestial talvez
Do rebentar das ondas, às gaivotas na areia a poisar
Sou contagiada por uma inspiração divina sob a forma de "Era uma vez"
 
Extensão infinita, que os meus pequenos olhos contemplam
Outrora dominada pelos portugueses ambiciosos
A alternância entre tempestades e paraísos
Que permitiu a conquista de terras e legados majestosos
 
Longe do mundo e da lógica dos porquês
Diz Pessoa que foi difícil tornares-te português
Muitas lágrimas por ti foram derramadas
Mas alcançámos as terras que tanto foram ambicionadas
 
E a minha mente perde o controlo na tua imensidão
Pensamentos contraditórios invadem-me sem permissão
A vida é pequena comparada com a tua grandiosidade
Não sei explicar, mas tudo o que sinto é saudade
 
És um elemento fundamental na tomada de decisão
Principalmente quando o assunto é o coração
És como o homem, proteges o que conquistas
És como se me falasses e dissesses "Não desistas!"
 
Dos peixes às algas és um reservatório de vida
Para os marinheiros e pescadores és o ponto de partida
Alimentas famílias e ligas continentes~
Fazes com que quem está longe, pareça presente
 
Gostava de um dia desvendar os teus segredos
Saber o que escondem essas algas e o que te dizem os rochedos
Explorar e admirar o que há lá no fundo
Pedir permissão ao Poseídon para desvendar esse mundo!
 
Lembrei-me de súbito da menina do mar
E do que senti quando dela ouvi falar
Ela confiou em ti e deixou-se levar
E mostrou que o submundo é possível de alcançar
 
E a brisa que me sussurras neste momento ao ouvido
Esconde mistérios que eu sei que me queres confiar
Soa a segredo por ti escondido
Só nós sabemos, nunca os irei revelar
 
Banhas a costa e alteras a paisagem
Não há quem seja indiferente à tua aragem
Moldas o território à tua semelhança
E deixas as algas, verdes cor da esperança!
 
És nosso, oh mar! *



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Luz ao fundo do túnel...

A estrada não é linear
Aprende a aproveitar o caminho, devagar
No final, tudo será diferente
Sentirás o sucesso a invadir-te a mente

Suores e calafrios, stress e ansiedade
Pura, injusta, triste realidade
O alcance do que queres está distante
Levanta a cabeça e olha adiante

A vida é um presente do Universo
O nascimento de algo que hoje é incerto
Não deixes que a morte destrua o compromisso
Nem que seja tarde de mais, quando te aperceberes disso

Nem tudo é certo, é verdade
Mas vale a pena lutar pelo alcance da felicidade
Se fosse fácil, perdia a graça
Mas os fortes levantam-se após a desgraça

Aceitar os dissabores, é o essencial
Para as vitórias que vierem terem um sabor especial
Levanta a cabeça, um guerreiro nunca desiste
E nunca desistas do sonho, pode ser difícil mas insiste.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Olhar


Adoro aquelas pessoas que falam com o olhar.
Não tem a ver com a cor dos olhos nem com a beleza e tamanho das pestanas. Não se trata de rímel e lápis. Não se trata de artificialidade. Trata-se de expressão. Expressão apenas com o olhar. Há pessoas que nascem com o dom de cativar os outros. Nascem com aquele olhar que transmite segurança, conforto, estabilidade.
Gosto daquele tipo de pessoas que basta abrirem os olhos para perceber toda a verdade, ou então não. Transmitem mistério e vontade de conhecer mais. Despertam a curiosidade do outro.
Conseguem mostrar raiva e amor, apenas com o olhar. É como se através dos olhos delas, conseguíssemos ver a alma, a luz. Conseguem transmitir paz, tranquilidade ou nervosismo e ansiedade sem ser necessário falar. E quando se trata de amor? Nem precisam dizer nada, é como se víssemos o coração delas através do olhar. Declaram-se aos amados com um olhar envergonhado e luminoso. Essas pessoas são especiais. São especiais porque mesmo que não digam a verdade, os seus olhos não as deixam mentir.
São especiais porque não têm um olhar vazio, mas têm um olhar que transpira beleza, mistério, verdade e um misto de sentimentos que jamais qualquer palavra poderá descrever.
O olhar é algo especial. É profundo e diz tudo acerca de alguém. Estranho não é?

É pena que existam poucas pessoas assim, encantadoras, simples, especiais.
O olhar é algo especial. É profundo e diz tudo acerca de alguém. É como se fosse um cartão de visita, que desperta a curiosidade de conhecer melhor.
Hoje, o teu olhar disse-me tudo. E eu, tentei esconder o meu para não perceberes o quanto o meu coração estava apaixonado pela doçura do teu olhar. É quase surreal, mas é verdade. O olhar apaixona, ou não houvesse "Amor à primeira vista". Realidade ou ficção?


sábado, 28 de dezembro de 2013

Pai e Mãe

É mesmo verdade que a família é a coisa mais importante da vida. As pessoas podem até viver em dificuldade financeira, mas quando a família é unida e existe harmonia entre os seus elementos, essas dificuldades acabam por perder o dramatismo que têm associado.
Eu adoro as noites em que somos os quatro sentados a ver televisão, quando embirramos por causa dos canais que cremos sintonizar, gosto quando ralham comigo. É bom quando me dizem para vestir o casaco para não ter frio, quando me recomendam uma lista enormes de cuidados que muitas vezes associo a protecção exagerada, mas que sabe tão bem... É tão reconfortante quando acordo convosco a aconchegarem-me os cobertores à noite. É igualmente delicioso receber os vossos beijinhos, os abraços, as vossas recomendações, as vossas ordens. Adoro as conversas em família, quando partilhámos as nossas experiências do dia à hora das refeições. É bom saber que quando tenho problemas, nunca os terei de resolver sozinha. É bom saber que estão comigo para o melhor e para o pior. É bom saber que posso cometer o maior erro do mundo, que nunca me abandonarão. Devo-vos os jantares, as semanas de férias na praia, o café, o cheiro a torradas logo pela manhã, as surpresas, as discussões, as fotografias, os filmes à noite, os almoços tardios, os dramas familiares, as discussões sem sentido, as alturas em que consigo rir até ter dores de barriga, as cócegas, os exemplos, a ajuda, o amor, o carinho, o apoio, a proteção, o lar, a preocupação, a vida. Devo-vos a minha vida, devo-vos toda uma vida. Quando olho para vocês vejo tudo aquilo que quero ser um dia mais tarde. Dois exemplos de vida, duas personalidades admiráveis e, para mim, duas forças da natureza. Tenho orgulho na pessoa em que me tornei, tudo o que sou hoje é graças a vocês e tudo aquilo que os meus filhos um dia serão será por vossa influência também. A vossa marca na minha vida será transmitida até onde depender de mim. São um exemplo que quero seguir sem desviar, duas pessoas que vejo como modelos de vida. De coração vos digo que vos venero, que vos amo de verdade.
São o meu orgulho, o meu porto de abrigo, Pai e Mãe. São parte de mim. São corpo e alma. São amor inesgotável. São inspiração. São presença. São respeito. São alegria e tristeza. São sorte. São apoio. São acima de tudo, tudo aquilo que quero ser. Amor verdadeiro nunca acaba. Já me pus a pensar nas qualidades, que são imensas, mas quanto aos defeitos, só encontrei um, "O vosso único defeito é não serem eternos"

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Verão? Volta!

Tenho saudades de acordar cedo para ir correr para a praia. Tenho saudades daquelas noitadas de calor que acabam de manhã na praia. Tenho saudades dos cabelos ao vento, das pegadas deixadas na areia. Tenho saudades de procurar os búzios e as conchas mais bonitas da praia. Tenho saudades dos gelados ao fim da tarde e do pôr-do-sol apreciado em boa companhia. Tenho saudades de me sentar nos rochedos a pensar na vida. Tenho saudades dos vestidos, dos calções e das sandálias. Do cheiro a maresia na toalha. Sinto falta da leitura à beira-mar. Até tenho saudades do vendedor de bolas de Berlim cuja presença não é indiferente a ni! Sinto falta das amizades de Verão. E dos amores de verão? Duram sempre tão pouco tempo mas são sempre tão intensos. Tenho saudades dos dias longos e da temperatura quente.
O cheiro a mar. A tranquilidade de estar sentada na esplanada ao final da tarde com os últimos raios de sol do dia a bater na cara. Tenho saudades de me sentar no chão da rua a jogar às cartas com os amigos de sempre. Tenho saudades das saídas à noite. Tenho saudades dos jogos de volley, das tardes a apanhar sol. Quero de volta as caipirinhas, os batidos de morango, os cocktails, os gelados, as refeições frescas e leves. A roupa de verão. Os biquínis, a havaianas. Sentir a areia nos chinelos. O cheiro do protector solar. O cheiro a sal no corpo. Os nadadores salvadores. As tardes na piscina. Ler na praia. Os óculos de sol. O cabelo molhado. A roupa a colar ao corpo. As rodadas de imperial à tarde. As sessões de fotografias com as amigas. As conquistas de verão. As férias!
No Verão as pessoas parecem sempre tão mais felizes. E eu gosto disso. Sinto-me feliz no Verão. É tão bom olhar para o céu limpo, sentir calor e tomar banho de água fria, fazer corridas e jogos na praia, sair à noite e sentir a típica temperatura das noites de verão. Quero voltar a dormir sem quilos de roupa em cima de mim.
E o bronze? Oh, que saudades do meu bronze de verão. As roupas ficam mais curtas, as discotecas apostam nas épicas festas.
Tenho tantas saudades tuas e de tudo aquilo que me dás todos os anos. Verão, volta rápido por favor!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O Natal já era...

O Natal é a época mais bonita e pela qual esperamos todo o ano. A magia das ruas cuidadosamente decoradas com luzes cintilantes, a azáfama da compra e dádiva de presentes, a consoada passada em família, a variedade de árvores pormenorizadamente decoradas com efeites para todos e quaisquer gostos, a espera pela meia noite para distribuir os presentes... São tantas as tradições associadas a esta época que é impossível a vivermos com indiferença. E este ano, apesar do mau tempo, as tradições conseguiram ser mantidas. A lareira acesa e o calor por ela emanado conseguiu sobrepor-se à chuva e ao frio que dominavam o ambiente exterior.
A consoada em família é sempre especial, primeiro porque poucas são as vezes em que conseguimos reunir a família, depois porque quando há crianças, o ambiente é sempre de alegria e também porque geralmente neste dia, partilhamos as melhores experiências do ano e recordamos momentos da nossa infância. A verdade é que estes dias de magia e reunião chegaram ao fim. Aquilo por que esperamos o ano inteiro chegou, infelizmente, ao fim. Agora aproxima-se a passagem de ano e o ambiente é, como seria de esperar, outro.
Teremos de esperar mais ou menos 365 dias para voltar a ser Natal outra vez. Esperamos tanto tempo por algo que passa tão rápido, não é? Temos um ano para sonhar com esse dia.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Reflexão...

Quantas vezes dás por ti a pensar naquilo que já foste e depois te tornaste? Quantas vezes olhaste para o passado e ficas a pensar que as coisas deveriam ou podiam ter sido de outra maneira? Quantas e quantas vezes deste por ti a lembrar-te de alguém de quem não tens noticias há imenso tempo, ou de algum momento que por mais que tentes não te sai da memória e muito menos do coração? E aquelas vezes em que percorres toda a lista telefónica do teu telemóvel para ligar a alguém com que já não falas e depois acabas por não ter coragem? E quantas foram as vezes que passaste na rua por um grande amigo de infância que ao passar por ti nem sequer te olhou nos olhos? Quantas vezes ficaste incomodado por isso? O pior de tudo: quantas as vezes dás por ti a comparar pessoas do presente com pessoas do passado? É terrível, masoquista, estranho, incompreensível, inexplicável e inevitável. Por vezes, o passado mexe tanto comigo. Aquilo que fiz, o que fui, os momentos por que passei, que senti, que vivi, que me arrependi, que voltaria a fazer sem pestanejar. Por vezes tenho vergonha de dizer que penso no passado. Mas penso, penso muito. Todos os dias. E tenho a certeza que tu também. Ou pelo menos tenho esperança que sim. Seria muito mau ser a única pessoa neste mundo com a atitude quase que masoquista de relembrar momentos passados, nem que seja durante um minuto do dia, todos os dias. É estranho comparar o presente com o passado. Porque não há comparação. Quando penso em certas atitudes passadas sinto que fui tão ridícula, tão diferente daquilo que sou. Mas não me arrependo. É bom ter passado porque significa que haverá futuro. Eu confesso, tenho medo. Não me imagino no futuro. Serei a única? Espero que não. Tu, que estás a ler este texto, também tens um passado. Também tens uma história, também relembras vezes sem conta momentos felizes, também choras pelos momentos menos bons. Tu também tens sonhos, também pensas no futuro, também o comparas com o presente. Também conheceste pessoas marcantes, também foste inesquecível para alguém, também sofreste desilusões, também tens sonhos, também já partilhaste histórias. A tua história. Sim, porque é disso que se trata. De histórias, da história. Da tua história de vida. Daquela que estás a construir e que não existiria sem o passado. Sim, o passado faz parte de ti, de mim e de todos nós. Os teus sonhos são frutos dele. Aquilo que és, a pessoa que és, a ele o deves. Os momentos que passaste irão influenciar para sempre a tua vida. E tantas são as vidas neste mundo. Tão diferentes mas tão iguais. Por isso, toda a vez que acordas de manhã lembra-te que o dia que se segue irá ser uma peça essencial na construção do teu futuro. Futuro feliz, é isso que todos queremos. É isso que todos merecemos. O dia de hoje jamais poderá ser apagado ou remediado. E o dia de amanhã também. Isso deve significar alguma coisa. Só falta descobrir exactamente o quê.

 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Dia sombrio, mas é Natal...

A Natureza parece estar zangada com os humanos. A noite passada foi horrível, nem parece que estamos na época mais bonita do ano. Portas a bater, árvores arrancadas, chuva torrencial, vento a soprar em todas as direcções. Com todo este cenário que combina agonia e medo, numa junção quase fantasmagórica, não consegui dormir dez minutos que fossem ao longo de toda a noite. Finalmente, quando o dia surgiu, ganhei coragem, abri ligeiramente as frinchas da janela do meu quarto só para me aperceber do impacto que tal distúrbio ambiental tinha provocado nas redondezas da minha residência. A minha reação não foi de espanto, porque o som que ecoou ao longo de toda noite foi o necessário para que eu imaginasse todo o cenário exterior na minha cabeça, como se de um filme aterrorizador se tratasse. E aquilo que eu imaginei, tinha acontecido, de verdade. As plantas que  a minha mãe colocara em grandes vasos de pedra à entrada da minha casa tinham tombado, porque a força do vento era de tal maneira enorme, que nem a força da gravidade a conseguiu vencer. Vi carros derraparem no piso escorregadio, com risco de ocorrência de acidentes graves, dado o relevo da região. Folhas a arrastarem-se com o vento a virem ao encontro das pessoas, guarda-chuvas a voar, pessoas a correr, jardins e plantações destruídos. A chuva caía sem parar, chapinhando nos passeiros e batendo nas vidraças das janelas, sem pudor algum.
Neste preciso momento, encontro-me deitada na minha cama, aconchegada e com o computador em cima dos joelhos, a descrever toda esta situação. Sinto-me bastante cansada, porque como já referi, não consegui dormir durante toda a noite e mesmo quando, de manhãzinha, tentei fazê-lo, não consegui. Isto porque o mau tempo continua, os estragos continuam, o frio continua, o vento continua a soprar como se quisesse levar tudo consigo, transmitindo uma profunda sensação de instabilidade e ao mesmo tempo preocupação. Eu estou de férias, mas os meus pais saem todos os dias para trabalhar e, parte da minha preocupação tem também a ver com eles. Com os postos de trabalho ligeiramente distantes do sítio onde vivo, os cuidados de circulação têm de ser redobrados e a preocupação aumenta, como é lógico.
Nem em miúda me lembro de a Mãe Natureza ter preparado uma surpresa tão triste para a véspera de Natal, não me lembro sequer de uma noite e de um dia como este. Qual terá sido o objectivo dela? Será que pretende dar alguma lição aos homens?
Parece que o Natal, do ponto de vista climático, vai ser mais triste do que em anos anteriores, mas quando estamos em família, quentinhos à lareira, a cear com aqueles que mais gostamos, tudo o que é secundário deixa de ter importância. Penso que é este o verdadeiro espírito de Natal... Quem se vai ver aflito é o Pai Natal, ou arranjou uma gabardine a combinar com a fatiota para correr o mundo com as suas renas, ou cheira-me que amanhã alguém vai ficar em casa, a recuperar.
FELIZ NATAL :)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Música...

Já tomei as melhores decisões da minha vida ao ouvir-te. E as piores também.
O meu primeiro beijo foi dado contigo presente. Ainda me lembro das vezes que tomei decisões ao ouvir-te. Já chorei contigo, já me ri contigo, já revivi histórias contigo. Já vivi momentos inesquecíveis em que estiveste presente e momentos dos quais não me quero lembrar mais.
Quando estou triste recorro imediatamente a ti. Transmites-me paz, calma, tranquilidade, esperança.
Consegues transmitir tudo sem dizer quase nada. Revejo-me nas tuas letras e encontro o conforto que preciso nas tuas melodias...
Consegues pôr-me a chorar de um momento para o outro, mudas-me o estado de espírito num estalar de dedos, como por magia. É estranho dirigir-me a ti como se fosses uma pessoa, um ser real, uma alma. Mas na verdade és mais que isso. Considero-te uma amiga real e verdadeira, honesta e uma ouvinte fiel.
És melodia, és felicidade, és tristeza, és festas e saídas, és inspiração e momentos, notas musicais e vozes, simples batidas ou sons. És um mundo. O meu mundo. Desligas-me do mundo e dás-me vontade de dançar. Dançar como se não houvesse amanhã. Também é bom ouvir-te sozinha.
Fazes-me pensar em cada momento da minha vida, ajudas-me a tomar decisões, arrepias-me e fazes-me sentir compreendida.
És a única capaz de me ouvir, me compreender e não me julgar. Ás vezes acho que és a melhor amiga que algúem pode ter. Não escolhes tamanhos, alturas, personalidades. Dás-te ao Mundo. Dás-te a mim. Eu compreendo-te, e tu compreendes-me. E é por isso que somos tão felizes juntas.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Borboletas...

Não sei explicar. É uma força estranha. Quase sobrenatural. Incontrolável. Ás vezes, sinto-me tão enjoada e nervosa mas depois tudo passa, é como se os medos se evaporassem. Esse sobressalto acaba por me trazer paz, traz-me tranquilidade também. Sinto-me bem a dizer as coisas mais ridículas do mundo, não tenho problemas em exprimir o que sinto, consigo explicar os meus medos e enfrentá-los ao mesmo tempo e o meu lado frio transforma-se algo carinhoso, sensível e intenso. Ok, admito... às vezes chego a sentir-me demasiado lamechas, mas sinto que isso me deixa feliz e em paz comigo mesma. É tão bom! O formigueiro e... as borboletas na barriga existem mesmo, não é mito. Como é possível?! Sinto-me tão frágil e ao mesmo tempo a mulher mais forte do mundo. Sinto-me capaz de enfrentar todos os meus obstáculos, porque me sinto protegida. Sinto-me tão feliz e passados uns segundos consigo passar desse estado a um depósito injusto de lágrimas e assuntos mal resolvidos que me deixam inquieta e insegura. Sinto raiva e ao mesmo tempo tanto carinho e amor... Mas o que importam os meus defeitos quando as qualidades da pessoa que me faz sorrir todos os dias me fazem tão feliz? Há quem diga que pode ser algo passageiro... Há quem não acredite na força do sentimento e o tente descredibilizar... Já pensei muito nisso e não me importo, porque mesmo que seja algo passageiro, é a única coisa que faz o meu coração vibrar, como nenhuma outra coisa é capaz de fazer. Que me faz passar horas acordada na conversa, que faz com que eu fique extremamente ansiosa por uma mensagem, que consegue arrancar-me um sorriso em tão poucos segundos, que me faz sair da cama num dia de frio, que me coloca um sorriso no rosco mesmo quando eu não tenho vontade alguma de o fazer. Faz com que eu dê uma oportunidade a mim mesma de ser feliz, apesar de tudo... É incrível como algo tão simples e puro consegue transformar nem que seja um minuto do meu dia num minuto feliz! É estranho, muito estranho.. mas tão bom. Há pessoas que mudam uma vida e há vidas que se transformam por uma pessoa. Como é que é possível esta força mágica, manipuladora e incontrolável existir? Não sei, e provavelmente nunca ninguém irá saber. É aquele segredo da vida que a torna tão irresistível.

sábado, 21 de dezembro de 2013

E se...?

Tens de ser forte, a vida exige isso de ti a todo o instante. Há coisas complicadas de explicar, que vão muito para além da força lógica das palavras e das expressões. Mas... Eu sei o que estás a sentir.
Mas esse nó no estômago não vai durar para sempre, esse aperto no peito vai desaparecer e as tuas noites mal dormidas vão acabar. Os pesadelos vão dar lugar a sonhos de encantar e os teus olhos vão começar a brilhar ao ponto de os que te rodeiam os confundirem com as estrelas.
A dor que estás a sentir vai transformar-se em alegria e o desespero e raiva que tens vincados no coração vão transformar-se em vontade de viver.
 Durante toda a tua vida, lembra-te que para cada pessoa que te odeia existem duas que admiram a tua maneira de ser. Por cada facada que a vida te dá, existirá o dobro de momentos felizes. Não te esqueças que toda a noite há um novo dia que começa, que toda a moeda tem duas caras, que toda a trovoada e chuva podem terminar com um arco-íris ou um lindo raio de sol. A isto chama-se esperança. Podes achar que estás prestes a perdê-la, mas na verdade não estás. Ela é mesmo a "última a morrer". Por muito que o desespero te invada a alma e aches que não poderias ter caído num abismo mais profundo,  pensas sempre "e se..." e na verdade, é esta expressão, aparentemente insignificante e sem qualquer tipo de valor que te faz acreditar que ainda é possível acreditar e que muita coisa ainda está para vir. E sempre que ela ecoar na tua mente, deixa-a divagar, não a interrompas. Limpa as lágrimas, coloca o teu melhor sorriso. Concentra-te no que gostas, faz o que te der mais prazer. Faz aquilo que faz o teu coração vibrar. Por cada lágrima de tristeza que hoje derramas rosto abaixo, haverão mil motivos para sorrires. Por cada grito de raiva, largarás gargalhadas infinitas. Por cada momento de desespero que hoje vives, terás milhões de alegria e sucesso ao longo da tua vida.
Neste momento existe pelo menos uma pessoa que está a pensar em ti, duas que desejam conhecer -te, três adormecem a pensar em ti e infinitas são as que terão o prazer de te conhecer.
O desassossego da tua alma irá dar lugar á paz no teu coração, acredita nisso... A vida coloca-nos constantemente à prova e nunca avisa quando nos vai trocar as voltas. Mas apesar de toda a dor e sofrimento, ela ensina-nos muita coisa...
O sentido da vida é fácil, mas são raros os que o compreendem na íntegra. O sentido da vida baseia-se exatamente na minha primeira frase. Agora volta a lê-la. Entendes agora?

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Amizade?

Custa-me a acreditar que este mundo seja tão hipócrita quanto tem demonstrado ser. Tenho a certeza que existem amizades verdadeiras mas a maior parte vive á custa de falsidade, desonestidade e inveja.
Eu era tão ingénua que não percebia isso. Mas agora sei. É preciso algo mudar em nós para percebermos a verdade dos outros.
Hoje em dia, escolho as amizades como se escolhesse algo essencial na minha vida. Bem e na verdade, é. Num mundo regado com tanto ódio, com tantas almas perdidas e numa sociedade que vive à base do dinheiro é tão raro encontrar alguém que nos faça usar a palavra “Amizade”. E é bom quando a podemos usar, apesar de ser rara. É bom saber que temos sempre alguém com quem rir, partilhar, desabafar, lutar. É bom sentirmos que nunca estamos sós, apesar da imensidão que é o mundo em que vivemos, não há nada que consiga superar essa satisfação.
É tão triste ver a sociedade a transformar-se em lixo humano. Mas sei que existem pessoas boas neste mundo, ou pelo menos, quero acreditar que sim. Sei que existem pessoas com o coração do tamanho do mundo e que são verdadeiras. Que quando dizem que gostam, é porque amam. Que quando abraçam é porque têm vontade de beijar. Acredito que há pessoas para as quais o dinheiro não é a prioridade das suas vidas e que a falsidade e a hipocrisia não fazem parte do seu vocabulário. Quero acreditar que a geração que vejo estar a destruir-se aos poucos, vai crescer mentalmente e perceber que a amizade não se vende, não se compra, não se procura, não se descarta. Aqueles que dizem ter muitos amigos, estão, na verdade sós. Confundem-se nas palavras e nas mentiras. A verdade é que é da natureza humana amar poucos, mas de forma intensa e é isso que torna certas pessoas tão especiais.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Sentido da vida...

Podes ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não te esqueças de que tua vida é a maior empresa do mundo. Só tu podes evitar que ela vá à falência. Gostaria que tu sempre te lembrasses de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões, decepções e períodos de crise. Ser feliz não é uma impossibilidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornarmo-nos autores da nossa própria história. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo de sentir e, ao mesmo tempo, exprimir! É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É amar a vida, os pais... e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles por vezes nos magoem. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para admitir "eu errei". É saber pedir desculpa, mesmo que o orgulho no interior tente falar mais alto.  É ter sensibilidade para dizer a alguém "eu preciso de ti". É ter capacidade de dizer "eu amo-te". E, quando errares no teu caminho, recomeça tudo de novo. Assim te tornarás cada vez mais apaixonado pela vida. E descobrirás que... Ser feliz não é ter uma vida perfeita, um bom carro, uma boa casa. É saber usar a experiência que advém das lágrimas, para atingir o sucesso. Usar as perdas para aprender a dar valor a tudo aquilo que sempre tivemos. Usar as falhas aprender a começar do zero, sem voltar a comete-las. Usar a dor para aprender a valorizar os momentos de prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência e estabelecer objectivos com ainda mais convicção. Nunca desistas de ti mesmo por nada. Nunca desistas das pessoas que tu amas. Nunca desistas de ser feliz! Vai escrevendo a tua própria história, mas nunca rasgues páginas nem saltes capítulos... Apesar de todas as dificuldades, muitos são os finais felizes! E nunca te esqueças do mais importante: No livro da vida, o autor és tu! *

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Saudades da Infância...

 Desde pequena que uma das coisas que mais prazer e tranquilidade me dá é conseguir exprimir através de palavras aquilo que a mente teima em querer guardar só para si. Seja por desabafo, necessidade ou libertação, vejo a escrita como uma amiga imaginária que para todos os meus problemas me ajuda a encontrar solução, sem fazer juízos de valor.
Acabei agora mesmo de arrumar uns livros na estante e, por mera coincidência ou fruto do acaso, encontrei um em especial que acabou por abrir o meu baú das memórias e me fez entrar na máquina do tempo, que desde pequena acredito existir. Não me sinto ridícula por ter abordado esta fantasia, porque a máquina do tempo não tem necessariamente de ser aquela que é mitificada nas histórias e nos desenhos animados, para mim, ela é apenas a metáfora da minha memória...  O título "Uma Aventura na Ilha Deserta" trouxe-me recordações daquela que digo ser a melhor fase da minha vida, a INFÂNCIA. Tal é a importância que este livro tem para mim que, após terem passado cerca de nove anos, ainda me lembro de quem mo ofereceu e em que circunstâncias.
E hoje, com dezoito anos, tenho o desejo de voltar ao passado, mesmo sabendo que é logicamente impossível. Mas para quê ser lógico? Há tanto benefício na falta de lógica! A felicidade não necessita de lógica...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Chove...

Encontro-me neste momento deitada, no meu quarto, com uma manta a cobrir cerca de metade do meu corpo, com o aquecimento ligado e de pantufas calçadas. Apesar de todo o aconchego que as minhas palavras possam transmitir, sinto-me um pouco desconfortável... Contraditório, não? Da janela do meu quarto, consigo aperceber-me de que chove lá fora. Quer dizer, não necessitava de olhar através do vidro para perceber isso, visto que o barulho das gotas a escorrer pelo vidro e o som do vento a soprar por entre a folhagem das árvores não deixam margem para dúvidas. Apesar do vento, da chuva e do frio, o ambiente citadino mantém-se como de habitual. Claro que com a condicionante da chuva, o movimento nas ruas não é tão significativo como se o estado do tempo fosse agradável, mas ainda assim, as pessoas continuam a andar de lado para lado, acompanhadas pela sua gabardine e pelo seu guarda-chuva.
Visto que a minha casa fica à margem da estrada e a janela do meu quarto é de dimensões consideráveis, consigo ver a expressão facial de algumas pessoas que por aqui passam. Já não sorriem, não cumprimentam, não páram para conversar. É como se a alegria estivesse cada vez mais distante e a boa educação perdesse os seus contornos... Será tudo culpa da chuva, ou será que as pessoas são cada vez mais "viradas para o seu próprio umbigo", esquecendo-se de que vivem em sociedade? A resposta parece-me evidentemente clara, mas deixo a questão no ar.
Abordando agora confissões pessoais, este tempo entristece-me. Não sei se é por daqui a precisamente uma semana ser Natal, se é pelo estado do tempo ou por influência das campanhas de solidariedade que passam nos meios de comunicação, mas lembro-me dos sem-abrigo e das dificuldades que atravessam nesta altura do ano em particular. Como sobrevivem eles aos desafios ambientais decorrentes do Inverno? Onde dormem? O que comem? E mais triste ainda... Onde e com quem passarão o Natal?
E assim me despeço, na esperança de que amanhã o Sol espreite por entre as núvens, nem que seja para dizer um "Olá" e dar uma pitada de alegria aos meus dias...
Ana