quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Saudades da Infância...

 Desde pequena que uma das coisas que mais prazer e tranquilidade me dá é conseguir exprimir através de palavras aquilo que a mente teima em querer guardar só para si. Seja por desabafo, necessidade ou libertação, vejo a escrita como uma amiga imaginária que para todos os meus problemas me ajuda a encontrar solução, sem fazer juízos de valor.
Acabei agora mesmo de arrumar uns livros na estante e, por mera coincidência ou fruto do acaso, encontrei um em especial que acabou por abrir o meu baú das memórias e me fez entrar na máquina do tempo, que desde pequena acredito existir. Não me sinto ridícula por ter abordado esta fantasia, porque a máquina do tempo não tem necessariamente de ser aquela que é mitificada nas histórias e nos desenhos animados, para mim, ela é apenas a metáfora da minha memória...  O título "Uma Aventura na Ilha Deserta" trouxe-me recordações daquela que digo ser a melhor fase da minha vida, a INFÂNCIA. Tal é a importância que este livro tem para mim que, após terem passado cerca de nove anos, ainda me lembro de quem mo ofereceu e em que circunstâncias.
E hoje, com dezoito anos, tenho o desejo de voltar ao passado, mesmo sabendo que é logicamente impossível. Mas para quê ser lógico? Há tanto benefício na falta de lógica! A felicidade não necessita de lógica...

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