terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Fascínios intermináveis de um azul cristalino *

Fui convidada pela minha professora de Português do 12º Ano, para participar num concurso de poesia de Alberto Feijó, que abrange apenas os residentes do Vale do Sousa. Os resultados do concurso já saíram, fui contemplada com o 3º lugar. Por isso mesmo, decidi partilhar convosco aquilo que, num momento de inspiração, consegui passar para o papel. O tema do concurso era o “Mar” associado ao patriotismo.
 
Encontro-me sentada na areia, escutando a voz do mar
Envolvida por este cenário tão tranquilizante, celestial talvez
Do rebentar das ondas, às gaivotas na areia a poisar
Sou contagiada por uma inspiração divina sob a forma de "Era uma vez"
 
Extensão infinita, que os meus pequenos olhos contemplam
Outrora dominada pelos portugueses ambiciosos
A alternância entre tempestades e paraísos
Que permitiu a conquista de terras e legados majestosos
 
Longe do mundo e da lógica dos porquês
Diz Pessoa que foi difícil tornares-te português
Muitas lágrimas por ti foram derramadas
Mas alcançámos as terras que tanto foram ambicionadas
 
E a minha mente perde o controlo na tua imensidão
Pensamentos contraditórios invadem-me sem permissão
A vida é pequena comparada com a tua grandiosidade
Não sei explicar, mas tudo o que sinto é saudade
 
És um elemento fundamental na tomada de decisão
Principalmente quando o assunto é o coração
És como o homem, proteges o que conquistas
És como se me falasses e dissesses "Não desistas!"
 
Dos peixes às algas és um reservatório de vida
Para os marinheiros e pescadores és o ponto de partida
Alimentas famílias e ligas continentes~
Fazes com que quem está longe, pareça presente
 
Gostava de um dia desvendar os teus segredos
Saber o que escondem essas algas e o que te dizem os rochedos
Explorar e admirar o que há lá no fundo
Pedir permissão ao Poseídon para desvendar esse mundo!
 
Lembrei-me de súbito da menina do mar
E do que senti quando dela ouvi falar
Ela confiou em ti e deixou-se levar
E mostrou que o submundo é possível de alcançar
 
E a brisa que me sussurras neste momento ao ouvido
Esconde mistérios que eu sei que me queres confiar
Soa a segredo por ti escondido
Só nós sabemos, nunca os irei revelar
 
Banhas a costa e alteras a paisagem
Não há quem seja indiferente à tua aragem
Moldas o território à tua semelhança
E deixas as algas, verdes cor da esperança!
 
És nosso, oh mar! *



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